Quem somos

 

Baileia é um núcleo de investigação e práticas artísticas dedicado às infâncias e suas singularidades plurais. É composto pelos artistas-educadores Clara Bevilaqua e Gui Calegari, com o objetivo de criar acontecimentos mediados pela arte num acesso horizontal, com convites que se estendem a pessoas de muitas idades, desafiando-as a co-criarem as próprias experiências.

 

Baileia nasceu no ano de 2016 em Lisboa, em busca da construção de uma prática artística comprometida com o cruzamento das linguagens entre a dança, a música, o teatro e as manualidades. Ancorada nas vertentes cénicas, performativas e formativas, desenvolvem um trabalho contínuo de investigação, aulas regulares, atelier de corpo, som e movimento contemporâneo e criações de espetáculos e performances em diversos cenários: teatro, biblioteca, museu, escola, jardim, rua e meios digitais.

 

Encontram as raízes que sustentam o trabalho no encontro com pessoas desde os seus primeiros anos de vida, acompanhando a magia daquilo que é crescer. Encantados pela seriedade das brincadeiras, dedicam a vida a estudar, criar e brincar com as artes e as infâncias. 


 

Construções coletivas

 

Desde o início da sua criação, a Baileia tece e constrói seu caminho com suporte de pessoas, espaços e estruturas artísticas, com as quais apoiam e sustentam a construção de um pensamento e filosofia de trabalho. 

 

Em 2014, antes da formação do núcleo de artes e infâncias, Clara e Guilherme constroem junto da Uai Q Dança Cia e da coreógrafa Fernanda Bevilaqua, sua primeira criação para bebés dos 0 aos 3 anos, o espetáculo-instalação “Conversas de Corpo”. Com o Uai Q Dança, estrutura com mais de 30 anos de existência em Uberlândia-Brasil, que a dupla inicia sua parceria na construção de um pensamento não hierárquico sobre os corpos de diferentes idades e a aproximação da arte com a educação desde os primeiros anos de vida.

 

Em 2016, em consonância com o nascimento da Baileia, a dupla integra a criação do Coletivo Lagoa, associação cultural que apoia, cria e acompanha artistas, lugares, espaços, desejos e sonhos. Na construção de um caminho em coletivo, os artistas encontram suporte para a criação, crescimento e desenvolvimento de uma linguagem artística que privilegia a construção de públicos de futuro. Com a Lagoa, ao lado de Mariana Lemos e Lysandra Domingues, consolida-se uma trajetória de um pensamento coletivo na criação de espetáculos e residências artísticas, nomeadamente a produção do “Conversas de Corpo” (2017) “Junto” (2018) “Com a casa às costas” (2020-21).

 

Dedicam à investigação e crescimento no corpo e no movimento  com o c.e.m centro em movimento, estrutura com mais de três décadas de existência em Lisboa, em um trabalho continuado com a comunidade, nomeadamente o Corpo a Crescer | corpo na creche e corpo na escola e a criação de um podcast “Rádio Corpo”.

Historial

Iniciam suas criações artísticas com e para as infâncias em 2014, antes da criação da Baileia. Os primeiros trabalhos são: o concerto de música para famílias “Histórias de Monstros e outros Bichos” e o espetáculo-instalação “conversas de corpo”, o último com direção de Fernanda Bevilaqua - que segue em digressão em Portugal desde 2017, com produção do Coletivo Lagoa e acompanhamento artístico de Mariana Lemos, por diversos teatros do país, tendo tido o importante apoio da Câmara Municipal de Lisboa para estruturar e readaptar a criação.

Em 2016 com a estruturação do núcleo de pesquisa Baileia, dedicam-se à arte de contar histórias e a pequenos acontecimentos artísticos em museus, bibliotecas, juntas de freguesia, feiras do livro e escolas. Destacam-se os projetos: “O menino, o anel e o mar” (2016-2021), “Confetes Contados” (2016 e 2018), “Caixinha de dança” (2019-2021), “Cubos Sonoros” (2019-2021) e “Concertos miúdos” (2016-2020). 

 

Em 2017 e 2018, a dupla dedica-se ao Coletivo Lagoa na criação e digressão dos espetáculos “conversas de corpo” e “JUNTO”, encenado por Mariana Lemos, uma co-produção com o Teatro da Trindade, apoiado pela GDA.

 

Em 2019 desenvolvem junto ao Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades Faria o projeto “Baileia no Museu da Música Portuguesa” uma série de sessões de corpo, som e movimento com famílias.

 

Em 2020, Gui Calegari dedicam-se à criação em vídeo e som na adaptação de “O menino, o anel e o mar” para a FLiS - Festa do Livro de Serpa e o vídeo “Profundidade Sensorial - um mergulho em arte com pessoas dos 0 aos 3 anos” para a 4ª Semana de Saúde de Pombal. 

 

Em 2021, em parceria com as duas estruturas com quem vêm desenvolvendo seus trabalhos, assumem suas primeiras criações autónomos: “Será Sereia?” uma performance-instalação para famílias de todas as idades. Uma criação apoiada pela DGArtes e um convite do Imaginárius - Festival Internacional de teatro de rua, com suporte de produção e acompanhamento do Coletivo Lagoa. “Rádio Corpo” a criação de uma rádio com e para crianças em parceria com o c.e.m centro em movimento e BZ5records. Uma criação apoiada pelo Programa Garantir a Cultura.

Ainda em 2021, Gui Calegari cria o concerto "Música de Brincar", com apresentações na Casa do Capitão - Lisboa, FLiS - Festa do Livro de Serpa e Festival CUCU - primeira infância.

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